ILHA DA TERCEIRA
January 19th, 2009
A ilha Terceira, ilha Lilaz ou ilha de Jesus, faz parte do Grupo Central do Arquipélago dos Açores e fica situada a uma distância aproximada de 76 milhas a noroeste da ilha de S. Miguel.
A cidade de Angra do Heroísmo, protegida do tempo pelo Monte Brasil, apresenta-se orgulhosa do seu glorioso passado histórico, registado na arquitectura dos seus monumentos construídos entre os séculos XV e XVIII. A história de Portugal inclui muitos feitos heróicos do povo terceirense que lutou afincadamente em prol da liberdade do nosso país. Em 1983, a cidade de Angra do Heroísmo foi designada Património Mundial pela UNESCO.
O sismo de 1980 destruíu grande parte do património arquitectónico da cidade que foi prontamente restaurado, graças à dedicação das suas gentes e das instituições que se empenharam para que a cidade pudesse rehaver de imediato o património que é o orgulho do povo terceirense.
Entre tantos outros monumentos históricos, é de salientar a Igreja da Sé, Igreja Mãe dos Açores, construída no século XVI e ainda as igrejas de Nossa Senhora da Conceição, de São Gonçalo e da Misericórdia, construídas nos séculos posteriores. Os Paços do Concelho de Angra, é também uma magnífica construção que monta ao século XIX. O Monumento da Memória ergue-se imponente a lembrar-nos a presença do rei D. Pedro IV naquela ilha e oferece-nos uma maravilhosa vista panorâmica da cidade. São também dignos de menção o Forte de S. Sebastião - uma parede que se estende por quatro quilómetros de comprimento, situado a Leste da cidade e, mandado construir por D. Sebastião o Castelo de S. João Batista, que se tornou famoso por ter servido de prisão à figura histórica do Gungunhana e ao Rei D. Afonso VI.
No campo da arte e cultura, a Biblioteca Pública apresenta colecções de arte de grande valia e esculturas religiosas entre as quais se salienta a de Francisco Ernesto de Oliveira Martins. No Museu de Angra, no antigo Convento de S. Francisco, junto à Igreja de Nossa Senhora da Guia, foi sepultado o corpo de Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, que faleceu no regresso da primeira viagem à Índia, em 1499.
A bonita e jovem cidade da Praia da Vitória que se aninha num rincão da natureza frente ao grande porto marítimo que abriga frotas piscatórias, navios de guerra e ainda os iates que visitam a ilha, é berço de escritores e poetas de renome, entre eles Gervásio Lima e Francisco Joaquim Moniz Bettencourt, literàriamente conhecido por Mendes Bem e ainda do grande homem de letras, Vitorino Nemésio que, escolheu a ilha do Faial, mais precisamente o sítio do Pasteleiro, que me serviu de berço, para palco dos acontecimentos da sua obra prima, «O Mau Tempo no Canal».
A cidade menina, também se pode orgulhar do seu rico património arquitectónico. O interior da Igreja Matriz, mandada edificar pelo capitão donatário Jácome de Bruges em meados do século quinze, é decorado por peças valiosas de ourivesaria sacra, porcelana e faiança, dignas de admiração. Os Paços do Concelho, o Forte de Santa Catarina no Cabo da Praia, construído para a defesa da baía, a Igreja de S. Miguel Arcanjo, a Igreja da Vila Nova entre muitas outras igrejas e impérios, também fazem parte do seu valioso património.
Ao longo dos anos, a cidade da Praia da Vitória, tem vindo a evoluir em importância e beleza, de que são testemunho os inúmeros edifícios, estátuas e monumentos e, mais recentemente o luxuoso hotel, situado frente à praia.
A Ilha da Terceira é caracterizada pelo manancial de festas tradicionais e celebrações religiosas que preenchem o seu calendário, superlotado pelas San Joaninhas, que enchem de vida e cor a cidade de Angra, as touradas de Praça e à corda, as festas do Espírito Santo com os seus bodos característicos, que têm lugar à volta da ilha, as dancas típicas do Carnaval e da Páscoa e ainda as inúmeras celebrações religiosas e procissões em honra dos padroeiros das paróquias à volta da ilha.
Em termos paisagísticos, a Ilha Terceira oferece-nos uma variedade de aspectos que vai de certeza ao encontro dos gostos dos visitantes mais exigentes. A área costeira da Ilha Lilaz é ornamentada por baías e praias, piscinas naturais e ilhéus entre os quais é digno de menção o Ilhéu das Cabras frente à freguesia do Porto Judeu.
O Monte Brasil, designado paisagem protegida e cuja cratera é circundada pelos picos do Facho, das Cruzinhas, Vigia da Baleia e Zimbreiro, oferece-nos uma admirável vista não só da cidade de Angra mas ainda da zona costeira desde a Ponta de S. Mateus até à Ponta das Contendas.
A ilha Terceira é recordada com fervor pelos seus filhos e filhas que a deixaram em busca de um futuro melhor que, ao tempo era difícil encontrar na ilha, mas que a trazem no coração, assim como as suas tradições desde as festas em honra do Espírito Santo às touradas à corda que hoje se tornaram numa das grandes atracções de algumas comunidades onde se estabeleceram terceirenses de alma e coração que relembram e celebram a sua ilha com o saudosismo de quem viveu e não esqueceu as suas festas, os seus sabores, as suas riquezas arquitecónicas e as suas belezas naturais.
ILHA DAS FLORES
January 19th, 2009
A ilha das Flores, uma das mais pequenas do arquipélago, parece ter sido talhada por mãos etéreas que a dotaram de encantos incomparáveis, num conjunto de cores e formas perfeitas, difíceis de encontrar numa área tão pequena.
Flores e Corvo formam o Grupo Ocidental sendo a ilha das Flores a mais ocidental do arquipélago e o ilhéu de Monchique o ponto mais ocidental da Europa. A ilha tem 143 quilómetros quadrados de superfície, com 17 Km de comprimento e 12,5 de largura.
Foi descoberta por Diogo de Teive em meados do século XV, porém só foi povoada no começo do século XVI. Chamava-se inicialmente Ilha de S.Tomás, mas a grande abundância de flores de variadas espécies, que por lá cresciam livremente, grangeou-lhe o nome de Ilha das Flores.
O Morro Alto com 914 metros de altitude é o ponto mais alto da ilha seguido do Pico da Burrinha e o Pico dos Sete Pés e ainda os da Marcela e da Burrinha.
Estas elevações são miradouros donde se pode admirar o recortado da sua costa, todo um conjunto de lagoas e vales por onde serpenteiam pequenas ribeiras de águas transparentes e ainda as freguesias de Ponta Delgada, Fajã Grande e Fajãzinha. Das zonas mais elevadas do interior da ilha descem riachos e ribeiras que por vezes se atiram em direcção ao mar em forma de cascatas espectaculares, sendo a amis alta a Cascata da Ribeira Grande. Sete lagoas nomeadamente Branca, Funda, Seca, Rasa, Comprida, Lomba e Funda das Lajes, decoram a parte central da ilha. Entre a Fajãzinha e a Ponta da Fajã existem várias cascatas dignas de menção pela sua beleza, sendo a mais alta a da Ribeira Grande. À volta da ilha existem interessantíssimas formas geológicas que, pela sua formação, parecem ter sido esculpidas. Assim, entre outras podemos admirar a Rocha dos Bordões, um morro de lava que, pela sua formação, parece uma escultura gigantesca, as Pedras do Frade e da Freira e a Gruta do Galo cuja entrada nos faz lembrar a entrada duma catredral, a Gruta dos Enxaréus e a Falésia da Rocha Alta. A Baía da Alagoa é povoada de ilhéus e baixios de diferentes formas e tamanhos. A ilha tem grande pluviosidade pelo que é a mais verde e fértil do arquipélago.
As piscinas naturais das Lajes, Fajã Grande e Ponta Delgada pelas suas águas límpidas e temperatura agradável oferecem-nos uma oportunidade única para um bom banho de mar durante a estadia na ilha.
O museu etnográfico em santa Cruz oferece uma interessante entre outros objectos, uma colecção de utensílios de trabalhos rurais e de pesca, que revelam a maneira de viver dos florentinos em tempos antanhos.
Na ilha das Flores devem visitar-se, no concelho das Lajes, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, a Capela de Nossa Senhora das Angústias e a Igreja de Nossa Senhoras dos Remédios, construídas no séxulo XVIII e no concelho de Santa Cruz, a igreja de Nossa Senhora da Conceição edificada no século XIX e a de São Boaventura cuja construção monta ao século XVII.
Presentemente celebram-se intensamente nas Flores as Festas do Divino Espírito Santo na “epoca de Pentecostes, as Festas de Santa Cruz no primeiro domingo de Agosto e a Festa do Emigrante que tem lugar nas Lajes, no terceiro fim de semana do mês de Julho. A Chamarrita Encaracolada, a Sapateia, o Rema, O Manjericão e o Pezinho de Baixo fazem parte do folclore da ilha.
A ilha das Flores, como passatempo oferece-nos, além de agradáveis passeios a pé ou de barco, pesca da rocha, de mergulho ou de fundo, a observação de animais marinhos e a caça aos coelhos, galinholas e patos que abundam na ilha.
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A ILHA DO CORVO
November 18th, 2008
Em beleza, por vezes a pequenez é grandeza. É precisamente isso que acontece com a ilha do Corvo, a mais pequena do arquipélago dos Açores, que se desdobra em vistas que encantam os visitantes que se quedam estupefactos frente a tantos encantos da natureza.
Cognominada por “Insula Corvo Marini”, tem apenas 17,45 Km2 e foi descoberta por Diogo de Teive e seu filho João Teive, por volta do ano 1452. O ponto mais alto da ilha é o Monte Gordo, com 770 metros de altitude de onde se pode avistar o fundo do Caldeirão, lagoa onde existem pequenas ilhotas que pela sua disposição parecem lembrar as nove ilhas do arquipélago. É de salientar ainda o Miradouro do Pão de Açúcar que oferece uma vista admirável de cascatas de águas límpidas e paredes rochosas que parecem ter sido cuidadosamente esculpidas por mãos etéreas. A beleza das inegualáveis formações rochosas da ilha tem sido ao longo dos anos motivo para fantasias e controvérsias.
CORRESPONDÊNCIA ELECTRÓNICA
November 13th, 2008
Como parte do nosso quotidiano já nos habituámos a verificar regularmente a nossa correspondência electrónica, pois infalivelmente todos os dias recebemos notícias de amigos distantes, uns da terra, outros de diversas partes do globo, e ainda de tantos que vivendo perto de nós, só vemos de quando em vez, mas que se mantêm em contacto connosco através deste milagre da tecnologia moderna.
Alguns desses ”emails” revelam-nos maravilhas da natureza desde a fauna à flora terrestre ou marítima, belezas arquitectónicas que o homem espalhou e continua a espalhar por esse mundo de Deus, imagens que eu nunca chegaria a ver pessoalmente, mas que, graças ao trabalho, ao engenho e à dedicação de peritos se espalham na net para nos deliciarem a vista e elucidarem a mente.
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BARNACLE LOVE
November 11th, 2008
Este ano de 2008 Anthony de Sá, jovem escritor oriundo da ilha de S. Miguel esteve presente na Casa dos Açores do Ontário, inserido nas celebrações da Semana Cultural daquela colectividade. Tive o privilégio de apresentar o livro que eu considero uma obra de primeira classe, pelo que achei por bem torná-lo conhecido entre os leitores que ainda nãi tenham tido a oportunidade de ler este excelente trabalho.
BARNACLE LOVE, da autoria de Anthony de Sá, traz-nos à mente pedaços da vida de tantos emigrantes açorianos, que atravessaram o Atlântico, uns em barcos de pesca rumo à Terra Nova, outros em baleeiras que os levaram a outras partes da América do Norte, em busca de melhores condições de vida. Uns e outros sofreram as agruras da experiência marítima e a de trabalharem ao duro em terras distantes.
Como muito bem diz o autor, na história da emigração e cito - ”it all starts with sacrifice and ends in hope and promise” ou seja na história da emigração tudo começa com sacrifício e termina em esperança e promessa.
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VERÃO DE 2008
November 11th, 2008
Este Verão visitei os Açores integrada num Encontro de Professores dos Estados Unidos e Canadá, que teve lugar nas ilhas do Triângulo – Faial, Pico e S. Jorge. Um entrave de saúde exacerbado pelo constante viajar de barco e camioneta, até certo ponto, impossibilitou-me de saborear como eu antecipara, as ilhas que visitei. A estadia no Hotel Faial não podia ter sido melhor, as refeições servidas com esmero e a máxima elegância tanto no salão de jantar como ao ar livre, frente à moderna piscina e, os sabores, a qualidade e a variedade da comida, foram verdadeiramente incomparáveis. E o Pico, sempre o Pico, magnificente pano de fundo, a fazer-nos companhia, completava o cenário idílico que se podia observar da janela do quarto, da sala de jantar ou do jardim que ladeia o hotel. A paisagem diversificada das três ilhas gravaram-se-me na retina de modo indelével.
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A MÚSICA DA ILHA
June 23rd, 2008
O isolamento e a solitude das ilhas, deram voz à música, na chamarrita das ondas cadenciadas, no vai vem do pezinho que saltitava de rocha em rocha, em manhãs crespas de Primavera, na charamba que se debruçava no Monte Brasil a espreitar os banhistas do outro lado do monte ou no bailinho furado pelas caldeiras repletas de manjares cujo aroma e sabor desafia a perícia dos cozinheiros de nome.A poesia deu as mãos à nostalgia e, juntas, criaram a música da ilha em melodias trinadas pelas cordas de corações saudosos que, ao partir levaram consigo a aventura marítima, o grulhar das cagarras em dias tempestuosos ou em noites sem luar, o cheiro a maresia e os sabores marisqueiros, em malas atulhadas de sonhos silenciados na hora da partida.
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June 20th, 2008
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SANTA JOANA D’ARC
June 19th, 2008
Santa Joana d’Arc é hoje a padroeira da França que, no século XV e durante o reinado de D. Carlos, lhe confiou o comando das tropas que haviam de libertar a França dos Ingleses, ao tempo seus inimigos. Segundo reza a história, a jovem Joana d’Arc, natural de Domrémy, tinha apenas dezassete anos quando se apresentou ao rei, afirmando que Deus lhe confiara a missão de libertadora da França. Depois de ter demonstrado conhecimentos e coragem invulgares, o rei confiou nela e, sob o seu comando o exército francês conseguiu libertar o seu país do jugo dos ingleses. Mais tarde Santa Joana D’Arc foi vítima da traição daqueles a quem ela libertara.
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ILHA DE S. JORGE
June 17th, 2008
A ilha de S. Jorge fica a onze milhas de distância da ilha do Pico, no centro das ilhas do Grupo Central e estende-se sobre o mar como se fosse o prolongamento da parte norte do Pico, num arranjo de beleza singular. Diferente de todas as outras ilhas, aparenta um crocodilo gigante adormecido sobre rochas altas e desgrenhadas. Tem 65 quilómetros de comprimento e somente quatro de largura no seu ponto mais largo, num total de 237,5 quilómetros quadrados, sendo a zona costeira, particularmente a parte norte, aprumada e acidentada pelo que nem toda a ilha tem acesso fácil ao mar. É toda ela um maciço montanhoso que nos faz lembrar uma cordilheira de beleza sem par, duma quietude só perturbada pelos arremessos do mar.
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